terça-feira, agosto 30, 2011

Just me .


No infantário aprendi a fazer amigos, amigos que me acompanham á mais de 10 anos, mas também amigos com quem nunca mais estabeleci qualquer tipo de contacto, fiz amigos que se tornaram irmãos e colegas, aprendi a partilhar a minha barbie preferida, aprendi que a minha mochila do snoopy estaria sempre no cabide que tinha um “fogãozinho” desenhado, aprendi a desenhar, um enorme OBRIGADAA a quem me ensinou porque se há coisa que me faça feliz é desenhar. No 1ºano aprendi as letras, as mesmas letras que me permitem dizer um AMO-TE sincero e um OBRIGADA a todos que estão comigo, No 2º ano aprendi a fazer contas de subtrair, somar, dividir e multiplicar, que hoje me ensinam a subtrair todos aqueles que me querem mal, a somar todos os meus verdadeiros amigos, dividir o meu coração com eles e multiplicar o sentimento que tenho por eles. Foi no 4º ano que me apaixonei pela primeira vez, foi nesse ano que percebi o verdadeiro valor da amizade, prometi a todos eles que seria para sempre, e até hoje são poucos o que cumprem essa promessa. No ensino básico foi a fase da adaptação á nova escola, a escola que eu odiava, a mesma escola que durante três anos foi a minha segunda casa. Foi aí que mudei, deixei de ser uma criancinha e passei a ser uma miúda, ou tal como nós sempre dissemos, uma pré-adolescente, foi ai que a minha mãe percebeu que a menina dela já era suficientemente crescida para tomar as suas decisões. Foi nesse tempo que senti o que era o verdadeiro amor, de uma brincadeira surgiu uma coisa séria, e assim sucessivamente, chorei, gritei, implorei e desiludi-me, mas fui feliz, diverti-me, gozei cada momento com tais pessoas. Criei amizades em que pensei que seriam para sempre, mas estava enganada, investi em coisas que não valeram o meu esforço, mas também percebi que mesmo sem me esforçar as coisas vieram ter comigo e por algum motivo foi. Pensei que tinha encontrado o amor da minha vida, aquele que estaria comigo até aos fins dos meus dias, mas tal como diversas vezes, enganei-me, fui enganada e sofri. Desapontei-me por vários motivos e razões, inclusive por várias pessoas. Mas estou aqui, e vou continuar a estar, não vou deixar que os meus medos e os meus fantasmas se arrastem atrás de mim, não vou deixar que eles me sigam como se eu fosse uma criminosa. Cometi os meus erros, sim e quem não os cometeu? Sou Humana, tenho destas coisas. Fui feliz em vários momentos, com vária gente, dada a razão que não guardo rancor nem sinto ódio de todos aqueles que me desiludiram. Sei que o mundo é justo, e um dia, mais tarde ou mais cedo essas pessoas vão passar pelo mesmo e vão desejar nunca o terem feito. Não vou pedir desculpa a ninguém que ache que o devo fazer, eu não faço disso e sou assim, sei quando erro e sei admiti-lo, basta. Conto pelos dedos aqueles que estão verdadeiramente do meu lado, e nem 100 dedos em cada mão chegariam para contar aqueles que só estão comigo por interesse, por estupidez ou por protagonismo, sei bem disso. Sei quando devo julgar uma pessoa e sei quando não devo, e se o faço tenho as minhas razões, também sei quando devo mostrar a uma pessoa que se saiu bem em algo, sei como mostrar a uma pessoa o quanto gosto dela, á minha maneira eu sei-o.


Ana Pereira, o que é que dizem os teus olhos? -Os meus olhos dizem a verdade, e apenas a verdade. Não sou feliz, tenho apenas dias bons.

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